sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Iluminação em programa de entrevista

Iluminar é sem dúvida uma das grandes dificuldades no processo de gravação de um vídeo. Por isso estou sempre abordando esse assunto. Hoje vou dissertar sobre o esquema de iluminação padrão de um programa de entrevista e você, leitor, se possuir uma câmera e pontos de luzes poderá criar um simulacro do esquema aqui mostrado e gravar um produto do formato entrevista.

O esquema de iluminação deve mostrar:

1 A colocação dos instrumentos de iluminação em relação com o cenário, os objetos iluminados e as áreas,
2 A direção dos fachos principais
3 O tipo e tamanho dos instrumentos que se empregarão.

Para elaborar um esquema de iluminação eficiente, é necessário contar com um plano da área que mostre com precisão o cenário e a utilização, as posições principais do elenco e da câmera, assim como os ângulos das tomadas. Devido a maior parte desta informação geralmente não está disponível para os programas rotineiros, estes se iluminam sem um esquema de iluminação.Não obstante, se o que se deve iluminar é um programa atípico, como por exemplo uma entrevista à um personagem importante, um esquema de iluminação permite que a produção se realize de maneira menos arbitrária e que o pessoal de iluminação poupe tempo e energia.Aliás, o esquema poderá ser utilizado para acontecimentos futuros semelhantes.
Uma forma fácil de elaborar um esquema de iluminação é colocar uma folha transparente sobre a cópia do plano da área e desenhar sobre esta as luzes. É necessário empregar símbolos distintos para identificar as luzes chave (spots) e as difusas, e flechas para indicar a direção principal de seus fachos.É recomendável trabalhar junto com o cenógrafo ou com o responsável da instalação, para que desde o princípio, a colocação do cenário diminua a necessidade de mover os instrumentos e ajude a obter a iluminação desejada.
Usa-se para cada objeto a ser iluminado, o que chamamos de iluminção de 3 pontos : Luz Chave, Luz de preenchimento e a Contra Luz - Nossa blog já tratou desse assunto.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Migração Digital

                A guerra Cibercomercial entre os Estados Unidos e a Europa , em 9 de abril de 2001, ganhou outros patamares com o acordo de livre comércio das Américas - ALCA. Este acordo representará um problema para os desejos expansionistas do mundo Europeu.

         Esta preocupação se sustenta por estudiosos afirmarem que grandes companhias tecnológicas de comunicação - européias e americanas - enfretarão uma guerra de proporções épicas pelo controle dos canais de comunicação e dos recursos naturais e culturais. Calcula-se que ao todo 40 majors controlarão o conteúdo e os canais de comunicação.

Para os Paises Latino-americanos a ALCA significa uma perda da capacidade de supervisionar e controlar as comunicações, ou seja, serão novamente colônias.

J.Hills(1994:16) " Ali onde a empresa privada possui tanto a infra-estrutura doméstica quanto os acordos internacionais, os países em desenvolvimento voltam à sua anterior condição de colônia"

Hoje os Estados tem a propriedade do espaço da radiodifusão, no entanto surgem vozes no Congresso Americano que propõem a privatização do expectro de frequência.

Caso esta privatização ocorra, os países membros de zonas de livre comércio perderão o controle democrático sobre os cidadões e na vida privada deixarão o entretenimento sofrerem um processo perigoso de migração - Os espectadores e usuários ficariam nas mãos das empresas privadas transnacionais.

                                                          ( Continua em outra postagem)

domingo, 13 de julho de 2008

Experiência de Roteiro.

 

Estou eu na minha 4 refeitura do roteiro que pretendo gravar em breve quando ao terminar de estudar roteiro noto que deixei alguns erros passarem. De inicio me culpei pela falta de atenção, no entanto depois percebi que não havia mutivo de autocritica, já que eu estava notando os erros, não importa o quão tarde, o fundamental é que aprendi avaliar um projeto de roteiro. Portanto usarei dos meus erros para exemplificar uma postagem voltada a correção e dicas de roteirizar uma idéia. Antes irei fazer apenas uma ressalva do que escrevi até agora.  O  em breve é atemporal, somente irei gravar quando a minha paranóia pelo perfeccionismo chegar a um patamar que aceite a obra. 

INT. CASA DA JULIANA. DIA

Juliana encontra-se sentada em seu sofá, ela esta com uma aparência triste e com lágrimas nos olhos.

Plano Próximo

                                                       JULIANA

Não! Não pode ser verdade! Como pode ter feito isso comigo! Quem ele pensa que eu sou? Caramba viu!(silêncio). Fui verdadeira desde o começo, ele sabia do meu relacionamento e disse que tudo bem, que ia esperar eu voltar para minha cidade e terminar com o Tiago.

FADE OUT

Agora irei colocar cores nas passagens erradas e explicar o porque do erro.

INT. CASA DA JULIANA. DIA

Juliana encontra-se sentada em seu sofá, ela esta com uma aparência triste e com lágrimas nos olhos.

Plano Próximo

                                                       JULIANA

Não! Não pode ser verdade! Como pode ter feito isso comigo! Quem ele pensa que eu sou? Caramba viu!(silêncio). Fui verdadeira desde o começo, ele sabia do meu relacionamento e disse que tudo bem, que ia esperar eu voltar para minha cidade e terminar com o Tiago.

FADE OUT

VAMOS AS EXPLICAÇÕES:

  • Tudo que esta em vermelho é erro de exagero de linguagem/rebuscamento e descrições desnecessárias. Roteristas iniciantes e amadores acreditam que é necessário escrever com linguagem poética, um erro. O necessário é passar da forma mais rápida e coesa as informações contida no  roteiro para os diretores e  os atores.  Na rubrica de situação :"Juliana encontra-se sentada em seu sofá, ela esta com uma aparência triste e com lágrimas nos olhos", eu criei um texto muito longo e cansativo. usei palavras desnecessárias - encontra-se, em seu, ela, com uma aparência - e coloquei interpretação do ator, que é função do diretor de atores e não do roteirista. Essa informação deveria vir na lauda de detalhamento da cena, e se for de suma importancia, ou então na conversa do roteirista com o diretor de atores passar a informação e o clima que pretendeu descrever para o personagem na cena.

Então a rubrica de situação deveria ficar assim:

INT. CASA DA JULIANA. DIA

Juliana triste sentada no sofá.

  • Como já falado a cima o que esta de amarelo é confusão de função, ou seja, o roteirista assumindo o papel de outra pessoa na produção do audiovisual. O aspirante a roteirista tem que tomar cuidado para não se apegar a obra. Esta deve estar aberta a opinião e principalmente a "canetadas" de outros diretores. Um exercicio bom para o desapego da criação é realizar roteiro em grupo. O " Plano Próximo" deve ser uma escolha do diretor, cuja função é narrar o texto em imagens e criar a atmosfera do produto através dos planos, cortes e cortinas, ou seja, a linguagem cinematográfica.
  • No diálogo temos erros em vermelho e em azul. Os primeiros já foram explicados, agora o segundo é quando usamos termos autoexplicativos, o que cansa o espectador. No diálogo a palavra verdade é desnecessária, quando se diz :"Não! Não pode ser", esta no domínio que não pode ser uma verdade, ainda mais com a interpretação, não dá para pensar, supostamente, que seria uma mentira a palavra sucessora:  Não! Não pode ser mentira! Ainda mais com a frase que vem seguinte. Portanto não cabe no roteiro tal palavra. " Como pode ter feito isso comigo" nenhuma adolescente, nervosa e triste, falaria tão corretamente esta frase, portanto para dar verossimelhança substituir por uma expressão mais despojada: Como ele fez isso comigo. Com essa frase se comprova que a palavra verdade era desnecessária e ainda já apresenta o motivo da tristeza da personagem: alguém a enganou.  O " Eu" da próxima frase é redundante, porque já existe o "sou", mesma justificativa com o "ele". Trocar a palavra "relacionamento" e  a expressão "disse que tudo bem" por algo mais verdadeiro a situação. E retirar a autoexplicação colocando um nome de cidade no lugar da locução " minha cidade".

Logo o diálogo ficaria desta forma:

JULIANA

Não! Não pode ser. Como ele fez isso. Quem ele pensa que sou? Caramba viu! (silêncio). Fui verdadeira desde o começo, sabia do meu namoro e concordou! Disse que ia esperar eu ir para Registro e terminar com o Tiago.

Vamos conferir o roteiro refeito:

INT. CASA DA JULIANA. DIA

Juliana triste sentada no sofá.

                                               JULIANA

Não! Não pode ser. Como ele fez isso. Quem ele pensa que sou? Caramba viu! (silêncio). Fui verdadeira desde o começo, sabia do meu namoro e concordou! Disse que ia esperar eu  terminar com o Tiago.

                Roteiro ficou mais rápido de ler, e não perdou nada da essencia, apenas retirou excessos desnecessários. Por hoje é só e recomendo a todos o livro Play Directing do Francis Hodge.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um pouco de rádio...

Até o dia de hoje nosso espaço não debateu o assunto rádio. Portanto hoje vamos tratar alguns aspectos importantes para o estudo desta mídia.
Antes de se estudar um meio de comunicação é necessário refletir sobre quais as características culturais e sociais do público ouvinte e quais os hábitos, freqüência, horários e motivações que leva o ouvinte a sintonizar a emissora.
Para a reflexão ser válido é bom saber que hoje existem diferentes categorias de rádio e que cada categoria tem suas características culturais, sociais e econômicas próprias. Temos as rádios Educativas, Públicas, Livres, Piratas, Comunitárias, Restritas, Virtual ou Web Radio e Comercial.

Principalmente as rádios comerciais tem o interesse capitalista enraizado. Logo necessitam que seus programas tenham audiência e para conseguir esse efeito de popularidade ocorre a transmissão de chamadas, durante a programação , desse programa que esta tentando criar um vínculo com o público.
O programa antes de ir ao ar, deve ser roteirizado, ou seja, sofrer uma pré-produção. Em grandes veículos de comunicação antes da pré-produção ocorre um estudo de mídia, na qual é acertado qual o horário que o programa será transmitido levando em consideração o público alvo e consequentemente suas características socio-economicas.
Na pré-produção se realiza o levantamento de todos os elementos sonoros que serão usados na gravação. Esses são itens que a equipe deve avaliar se são essenciais ás seqüências do roteiro.
Na gravação, além das marcações no roteiro, são as inovações estabelecidas pela equipe no momento que está ensaiando a função principal.
Os efeitos sonoros são os pontos fortes nas adaptações radiofônicas. Os efeitos sonoros ambiental servem para marca a localidade do fato contado; Os de efeito expressivo dão realce a narrativa:

Loc (1) O Soldado atirou!
TEC.: Efeito Sonoro ( Tiros ) Cd n._____ F n._______ - 03 seg
Sobreposição Sonora com
TEC.: Efeito Sonoro ( Vozes ) Cd n._____ F n.______ - 02 seg
TEC.: CESSA Sobreposição Sonora.

Divide-se os ouvintes em 3 categorias: Ouvintes Constantes, esporádicos e os não sistemáticos.
A recepção também é dividida em 3 categorias: Audição Ambiental, Parcialmente intencional, intencional.

Na produção radiofônica é necessário tomar cuidado com : Inteligibilidade E Sinonímia ( redundância)
O Som radiofônico é composto por : palavra, musica de fundo, efeito sonoro e silencio.
As inserções sonoras : Caracteristicas musicais - Identificação sonora no ínicio e fim de determinado programa radiofonico.
Fundo Musical - musica intrumental com intensidade sonora inferior a da locução, a função desta inserção pode ser expressiva, ou então, reflexiva
Vinheta radiofônica - identifica o programa, a emissora ou o patrocinador.

O programa radiofônico tem que conter : Abertura --> Introdução --> Desenvolvimento --> Finalização --> Menção dos créditos --> Relação de identificação.

Exemplo de Caracteristica.

TEC.: CARACTERISTICA cd n.______ faixa n.________ 02 seg----Bg
Loc (1):
Loc (2):

TEC.: CESSA BG.


domingo, 11 de maio de 2008

Limite entre informação e sensacionalismo

29/03/2008

Uma data que esta marcada na história midiática brasileira. Neste dia ocorreu, desculpe-me a palavra, o "evento" que iria render dinheiro, status e credibilidade para várias midias. Para aqueles mais esquecidos, foi este dia que a menina Isabella foi atirada do sexto andar de um prédio.
A história tem tudo para ser um enredo rico de um bom filme de suspense, porém é veridica, mas é tratada como uma novela. A cada dia novos episódios são mostrado pelos jornais (impressos e audiovisuais) e revelam os mistérios que nem a policia ainda revelou. Conclusão a trama esta cada vez mais tramada, e a resolução prolonganda garantindo assim mais episódios para essa novela que agrada a audiência.
Audiência alias culpada por essas investigações da mídia, pois se não fosse interesse dos espectadores estariam investigando os crimes cometidos por politicos que não afetam apenas uma família, mas sim uma nação. Todavia esses crimes não provocam catarse - purgação - na audiência.
Deixando de lado as características culturais e voltando para o presente, hoje dia 11/05/08 vamos falar sobre Isabella. Sim, não é passado é presente. Desde dia 29/03 até hoje a mídia dá espaço inimaginável a este caso. Vejamos o exemplo do maior telejornal brasileiro: Jornal Nacional.
Desde a noite do crime ele comenta uma noticia sobre o caso, se não tiver algo a comentar é simples, inventa! O importante é trazer para o agora o passado. Apenas 3 assuntos fizeram o Jornal Nacional realizar uma edição full-time (sem intervalo) foram: Atentado aos Estados Unidos, Vinda do Papa ao Brasil e o Caso da Isabella.
Seria louvado se fossem tratados como informação, porém não é. Existe antes de tudo a necessidade tremenda de lucrar, a televisão é sinonimo de capitalismo que é eufemismo de LUCRO. Karl Max já dissertou brilhantemente sobre tal no livro O Capital.
Fernando Barbosa Lima um dos maiores criadores de programas brasileiros diz: A linguagem televisiva é definida por um palavra - EMOÇÃO. Portanto é justificável , mas não ético , o que o programa Fantástico da Rede Globo realizou hoje e há algumas semanas.
Dividir as entrevistas mais esperadas e lucrar em cima delas é uma forma sensacionalista , com o termo pejorativo, de proliferar informação. Além de constituir um monopólio da noticia reverte palavras e lágrimas em dim-dim. Hoje, a valor de 30 seg no intervalo do Fantástico custa R$ 304,600.00. Tivemos 10 propagandas de 30 segundos no intervalo dentre a entrevista, logo o programa só durante este espaço de tempo lucrou R$ 3.046.000,00 reais.
Agora será que a preocupação da Rede Globo é informar o cidadão brasileiro e esclarecer esse crime ou é aproveitar os últimos instantes desta "Novela"?
Eu fico à procura do limite da informação e do sensacionalismo....

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Evolução da linguagem do cinema. (Parte 1)

A forma de discursar de um estudante de audiovisual (comunicólogo, radialista, cineasta, ou outra nomeação) é um reflexo da sua maneira de pensar o produto audiovisual.
Na língua francesa existe o termo “decupagem técnica”. A decupagem é uma parte do processo de pré-produção na verdade é a parte final, do roteiro. Nela aparecem as indicações técnicas que o diretor acredita ser importante para que os outros funcionários (diretores de arte, iluminação, câmeras, entre tantos outros) compreendam a essência do produto.
Portanto decupagem é o ato de decupar, de modo preciso, uma ação (narrativa) em planos (e em seqüências).
Os profissionais de imagem e som dos Estados Unidos e da Itália não possuem um termo específico para tal processo. Na terra do “Tio Sam” usa-se shooting script e copione na Itália. Esses termos significam roteiro definitivo, ou seja, definem o ato de “escrever” e “definir” o roteiro.
Um filme é feito por sucessão de pedaços de tempo e de pedaços de espaço. Portanto a decupagem é a resultante, a convergência de um corte no espaço, executado no momento da filmagem, e de uma decupagem no tempo, entrevista em parte da filmagem, mas arrematada apenas na montagem.
Graças a esta dialética é possível definir a feitura própria de um filme. Na França a noção de sintética – obra prima de qualidade. Já os cineastas americanos – que levam em consideração a técnica – encaram o filme sob dois aspectos: set-up (enquadramento) e cutting (montagem).
Porém eles não percebem o que a França já percebeu. Que essas duas operações fazem parte de um único conceito – a decupagem.

“ Quando se chega a considerar o modo pelo qual as duas decupagens parciais (no espaço e no tempo) se reúnem na Decupagem única e final, há uma tendência a se fazer o inventário dos diferentes tipos de relação que podem existir entre dois enquadramentos (decupagem no espaço) e duas seqüências sucessivas (decupagem no tempo)”.
Burch, N. Práxis do Cinema.

domingo, 6 de abril de 2008

Iluminação - 3 parte

 

                          Na ultima postagem sobre iluminação fizemos um exercício pratico de iluminação com 3 pontos. Hoje vamos ficar com uma parte teorica para semana que vem aplicar na prática.

 

                        Não existe imagem sem luz. Basicamente o que uma câmera faz é captar luz, portanto a iluminação é um dos fatores mais importantes numa gravação.
Todos nós somos influenciados pela luz, ela é de fundamental importância para transmitir emoção ao espectador.

                         A iluminação acrescenta humor, clima e dramaticidade a uma cena. Um ambiente bem iluminado passa alegria, uma cena a meia luz é mais intimista, uma rua escura transmite perigo. A iluminação ajuda a separar planos, dá profundidade a cena, destaca a textura, revela o caráter de um personagem

Iluminação com luz natural.


                            A iluminação com luz solar é muito difícil de controlar. Às vezes a luz natural é muito fraca ficando tudo sem textura e cor, ou é forte demais produzindo sombras feias e indesejáveis, principalmente nos planos fechados. Sem contar que ela muda muito rapidamente de intensidade e posição.
                             Nas gravações ao ar livre quase sempre é necessária uma correção da luz: um rebatedor para eliminar sombras ou uma luz de enchimento. Porém, é impossível controlar a luz de uma paisagem inteira.
                          A posição do sol é o fator que mais interfere na iluminação natural. Ela altera a textura o centraste e a cor da imagem. De manhã ou à tarde o sol é baixo lançando sombras longas e pronunciadas. A luz do meio dia tem uma mistura mais uniforme de todas as cores do espectro, parecendo mais branca. Nesta hora o sol lança sombras muito pequenas sendo bom para o registro de paisagem, mas ruim para gravação de pessoas. Em dias nublados a luz tem um matiz mais azulado. As nuvens suavizam e difundem a luz reduzindo o brilho e iluminando o assunto mais uniformemente.Esta iluminação é melhor para gravar pessoas.
                       Nas gravações com iluminação natural devemos analisar as três qualidades básicas da luz: a direção, o contraste e a cor.


A direção da luz.


                         É importante a direção que a luz atinge um assunto. Ele pode ser iluminado por uma luz de frente, de lado ou de trás.
                         A luz de frente acontece quando o sol está atrás da câmera iluminando o assunto diretamente. Com isto, as cores ficam mais ricas e saturadas, os detalhes são realçados e o assunto iluminado mais uniformemente.
                            A luz lateral, quando o sol está relativamente baixo, dá mais forma, dimensão e profundidade ao assunto acentuando a textura.
                             A iluminação vinda de trás do assunto (backlight) oferece arranjos dramáticos de luz e sombra, criando silhuetas e outros efeitos interessantes. Quando o backlight atravessa objetos que transmitem luz eles ficam com mais vida. A chuva gravada contra a luz fica muito mais realista.


O contrate


                             O contrate é outro fator importante na composição da imagem. Um dia claro produz contrate alto com sobras duras e cores ricas e saturadas.Um dia nublado, onde as nuvens espalham a luz, o contraste é baixo com sombras suaves produzindo uma imagem mais delicada e romântica.


A cor


                             O olho humano é atraído pela cor, principalmente pelas cores mais luminosas.A cor transmite emoção e sentimento. O vermelho comunica calor. O amarelo passa alegria, o verde e a marrom tranqüilidade. Preste sempre atenção nas cores ao compor uma cena.

 

Iluminação em interiores.

 
                              A iluminação básica em interiores é composta de três pontos de luz: a luz principal (key light), a luz de enchimento ou complementar (fill light) e a contraluz (back light).

 - feita na postagem passada.

                        

                     Semana que vem iremos falar sobre a iluminação principal, a luz de enchimento, a contraluz, temperatura de cor e o bater o branco.

                    Em baixo um pequeno video mostrando a iluminação de um programa de televisão português.

sábado, 22 de março de 2008

Conceito de Audiência.

 

 

Pesquisa de audiência :

                        " levantamento de uma cena tridimensional sobre a quantidade de receptores ligados em determinado canal ou programa em determinado horário. A porcentagem de aparelhos ligados é obtida dividindo-se o número de telespectadores atualmente sintonizados em determinado canal pelo total de aparelhos estimado numa determinada região geográfica. Como não se pode consultar todos os telespectadores, faz-se a avaliação por amostragem, utilizando informações fornecidas por um grupo de pessoas."

                                                          Machado, Arlindo. A arte do vídeo.

 

                  Hoje vamos falar sobre os tipos de audiência, mas antes iremos definir o que vem a ser esta palavra:  Audiência é o conjunto das pessoas que, em dado momento, são receptores de uma mensagem transmitida por determinado meio de comunicação. Total de pessoas que assistem a um programa de tv ou a parte dele), que ouvem uma emissão de rádio, que lêem um jornal ou revista ou ainda que lêem um outdoor, etc.


                A audiência ainda pode ser subdividida em:

  • Audiência acumulada – Soma das pessoas atingidas por uma mensagem repetida várias vezes em um veículo, ou em uma série de edições de um programa de rádio, tv, ou de um jornal, revista etc. Ela pode ser dividida em Audiência Acumulada Bruta, que considera a superposição de pessoas (por exemplo: uma pessoa que assiste 3 vezes a um mesmo anúncio, ou seja, 3 inserções de anúncios de uma campanha, é computada com o valor de 3 pessoas) , ou Audiência Acumulada Líquida, que considera apenas o total de pessoas diferentes que foram atingidas pela campanha.
  • Audiência cativa – Audiência habitual de um determinado veículo de comunicação (emissora de rádio ou tv, de uma publicação periódica como jornal e revista, etc.).
  • Audiência duplicada – Conjunto de pessoas que recebem uma mensagem por meio de 2 ou mais veículos. Esse fenômeno é chamado Superposição ou duplicação.
  • Audiência líquida – Total de pessoas que recebem pelo menos uma vez uma mensagem transmitida por um ou por vários veículos. Também conhecida como Audiência Simples.
  • Audiência média – Número médio de pessoas que recebem uma mensagem transmitida em mais de um veículo, ou várias vezes em um mesmo veículo. (Resultado da soma das audiências registradas nas várias emissões, divididas pelo número de emissões dos veículos).
  • Audiência Primária – Parte da audiência que se liga diretamente à recepção da mensagem ou ao consumo do veículo de comunicação. Ou seja, audiência que faz parte do público-alvo da campanha. É também conhecida como audiência efetiva. As pessoas não –incluídas nesta categoria são classificadas como audiência secundária.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Iluminação - 2 parte

 

                   Hoje vamos dar destaque para a iluminação de uma entrevista.

                   Para esse fim é utilizado três luzes. Uma luz principal ( luz chave ), uma complementar e uma contra-luz.

                   A principal é colocada na frente do entrevistador, do mesmo lado da câmera para a qual ela esta olhando ( isto minimiza a sombra no nariz ). Ilumina de cima para baixo nela, mas não de muito alto. Geralmente é uma liz dura, que dá sombras bem definidas, enfatizando as caracteristicas da face. O lado do rosto do rosto mais afastado da luz principal agora ficará, comparativamente, escuro - ali é onde a luz complementar entra. 

               Esta é dirigida para o lado escuro da face da entrevistada, a fim de melhorar a iluminação daquele lado do rosto sem causar qualquer sombra dura. Assim, a luz complementar é suave - soft.

             A contraluz é então posicionada de um dos lados e atrás da entrevista, para destacá-la da parede de fundo e lhe dar um brilho extra nos cabelos. Geralmente a contraluz também é dura.

            Para praticar isso, pode realizar em sua casa com o uso de uma câmera digital e 3 abajures. Faça o seguinte experimento:

  • ESCOLHA QUALQUER OBJETO PARA SER O SEU MODELO DE ESTUDO. NO NOSSO CASO FOI ESCOLHIDO UM VIDRO DE PERFUME.
  • NA SUA CÂMERA DIGITAL, SELECIONE A OPÇÃO PROGRAMA AUTOMÁTICO E RETIRE AS OPÇÕES MACRO E FLASH SE ELAS ESTIVEREM LIGADAS.
  • COLOQUE O OBJETO PERTO DE UMA PAREDE.
  • APAGUE TODAS AS LUZES DO AMBIENTE E TIRE UMA FOTO.
  • AGORA COM O ABAJUR NUMERO 1, ILUMINE COMO A LUZ PRINCIPAL ( PERMANECENDO COM O AMBIENTE TOTALMENTE EM ESCURO). LEMBRE-SE QUE A LUZ PRINCIPAL É COLOCADA DE FRENTE AO OBJETO ( NO MEU CASO O PERFUME ) ATRAS DA CÂMERA.
  • AGORA FAZER A ILUMINAÇÃO COMPLEMENTAR ( LEMBRANDO QUE A LUZ DO AMBIENTE CONTINUA APAGADA). RETIRA MAIS UMA FOTO
  • AGORA PARA TERMINAR FAÇA A CONTRALUZ. TENTE SEMPRE ELIMINAR AS SOMBRAS. ( com as luzes do ambiente ainda apagadas ). VEJA A EVOLUÇÃO DA ILUMINAÇÃO:

DSC00749 Imagem 1 . Sem iluminação alguma.

DSC00750 Imagem 2. Iluminação com a luz principal.

DSC00752 Imagem 3. Iluminação com: Luz Principal e Complementar.

DSC00753 Imagem 4. Iluminação com os 3 pontos de luz.

                       Estas é um exercicio simples que utiliza o metodo dos 3 pontos para iluminação de entrevista. Na próxima semana continuaremos o nosso estudo com Iluminação.

terça-feira, 11 de março de 2008

SENHOR IBOPE!

                              A grande maioria dos sites sobre televisão adoram debater  os números de audiências que os programas estão registrando. Isso é devido os fanáticos por televisão acharem que os numeros estão acima da qualidade do produto. O nosso espaço irá tratar os numeros de audiência como uma linguagem e não apenas dados estatisticos e tentar explicar o porque da importância destas planilhas para o mundo televisivo e como é feito a medida de audiência e compreender de forma completa a sua teoria.

                              Mais que mostrar os números de audiência que os programas possuem, vamos revelar agora o preço dos intervalos comercias de 30 segundos de alguns programas. Vamos começar o estudo com a novela Duas Caras.

Programa Dia da semana Início Termino Custo de 30 segundos
Duas Caras S,T,Q,Q,S,S,_ 20.55 22.05 334.600,00

                                  A novela das nove possue 5 intervalos comerciais de 3 minutos, logo são 15 minutos para comercial. Em cada bloco dedica-se 1 minutos ( 2 inserções comerciais de 30 segundos) para realizar propagandas de conteudo educativo ou da propria emissora. Portanto dos 15 minutos possiveis de comercialização retira-se  5 minutos para o uso da propria organização Globo ( metalinguagem ). Restam 10 minutos para serem comercializados em inserções de 30 segundos, logo 20 comerciais. Sabe-se que todos os intervalos comerciais são vendidos, logo por capitulo a emissora fatura apena de intervalo comercial cerca de : 20 x 334.600 =  R$ 6.692.000,00

                                Claro  que existe as promoções de midias, que são do tipo pague 3 anuncios leve 5. Portanto retirando 40% em perda de promoções o valor ganho por capitulo de novela  rede globo seria dê:  4.015.200 reais. Isto para uma audiência em torno dos 40 pontos. Dai a necessidade de a audicência esta neste patamar, porque se cair, o valor dos 30 segundos também diminuiu.

                            Por hoje fico aqui. Espero que tenham compreendido. 

domingo, 9 de março de 2008

A arte de iluminar

 

                      Quando algum diretor irá gravar qualquer tomada sempre é dito essas palavras : LUZ, CAMERA E AÇÃO! Nota-se a grande importancia da iluminação que é a primeira a aparecer nesta frase simples, porém repleta de significações.      

                      Gravar uma imagem utilizando um camera filmadora, qualquer ser humano pensante conseque realizar, porém filmar uma sequencia, ou simplesmente uma cena com conteudo e estética visual é para poucos, e esses poucos são aqueles que obtem o conhecimento da arte de iluminação.

                       Falar em iluminação remete-se de primeiro pensamento ao cinema, que é uma midia que tem um cuidado estético mais detalhista, porém a televisão hoje em dia anda se preocupando com este ponto.

                Hoje decidi debater um asssunto importante para os estudantes de audiovisual que vem a ser a ILUMINAÇÃO PARA O CROMAKEY.

 

1. LUZES PARA O OBEJTO PROJETANDO AS SOMBRAS PARA OS LADOS

ChromaKey  ChromaKeyI

2. LUZES PARA O FUNDO VERDE. ELIMINANDO AS SOMBRAS SOBRE ELE

ChromaKey IIChromaKey III 

3. DISTANCIA IDEAL DE 1,50 METROS ENTRE O OBJETO E O FUNDO

ChromaKey IV

 

4. ENQUADRE O OBJETO E APLIQUE O EFEITO.

ChromaKey V

 

                      São 4 passos básicos para realizar uma iluminação ideal para se utilizar com o Chroma Key. Muito se discute qual é a melhor opção de cor para o tecido. Eu e alguns diretores optamos pela coloração Azul. Devido o azul ser a cor de menor componente presente na pele humana.

                      Porém ainda fica uma pergunta, como eu coloco uma pessoa dentro de um cenário, portanto vamos para a resposta:

       PLANO DE FRENTE ( CAMERA 1 )

A pessoa bem afastada da parede de fundo ( 1,5 metros ) para evitar luz incidente nela. Nada de roupa que tenha a mesma cor do tecido do chromakey. Querendo dar um maior grau de realidade, colocar objetos de cena.

PLANO DE FUNDO ( CAMERA 2)

Forografia montado num suporte.

Portanto basta realizar a chave do comando cromakey no computador localizado na switch onde irá sobrepor o PLANO DE FRENTE, menos o que for azul no PLANO DE FUNDO.

 

Hoje fico por aqui, terça feira mais novidades. Antes de terminar deixar uma dica de emprego.

DIRETOR DE ARTE - CAMPINAS

Requisitos:
- Com experiência
- Cabeça aberta para sair do convencional
Enviar currículo para Sergio Maldonado (criacao@bretascomunicacao.com.br

sexta-feira, 7 de março de 2008

Espaço Novo

                      Eu fico muito lisonjeado em dar continuidade ao meu projeto de criar um espaço destinado a debater e trocar informações sobre o mundo do audiovisual.

                    Comecei ano passado com o blog " Estudo de Tv " e hoje dou continuidade neste espaço. O principal objetivo é proliferar informações de linguagem, tecnica e produção desta midia que é uma das paixões nacionais. Porém não ficaremos preso ao rádio nem a televisão, iremos abranger o cinema e a internet também. Na verdade aqui será um ambiente hibrido de informações audio e visuais.

                    Para tanto irei utilizar como exemplos os produtos realizados como  trabalhos de universidades/faculdades, tanto um maior destaque as : Usp ( Audiovisual ); Unicamp ( Midialogia ) ; Ufscar ( Imagem e Som ) ; Unesp ( Radio e Tv).

                    Então deixarei a introdução de lado e hoje como é SEXTA-FEIRA o tema debatido será ROTEIRO. Veja o cronograma dos temas:

 

SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

Iluminação

Audiência

Linguagem

Historia do Audiovisual

Roteiro

                

                 Roteiro - INTRODUÇÃO

Aula : 1.0       

Escrever um roteiro é transformar imagens, primeiramente visualizadas no pensamento de seu criador, em palavras. Segundo alguns produtores de Hollywood, o que não está no papel não está na tela.

Syd Field, famoso roteirista americano, define o roteiro como uma história contada em imagens diálogos e descrição, dentro do contexto de uma estrutura dramática. O roteiro em si é semelhante à obra literária pelos códigos utilizados para manipular a fantasia na narração, mas ao mesmo tempo, torna-se distinto a medida que se desenvolve pois o roteirista está muito mais próximo da imagem sem si do que o escritor. O roteiro é o princípio de um processo visual.

Um bom roteiro fica evidente desde a primeira página. O estilo, a forma com que as palavras são escritas, o jeito que a história é estabelecida, o controle da situação. Quando terminar seu roteiro e enviá-lo á uma produtora ou um diretor eles não vão ler todas a páginas pra saber se é bom ou não. Se forem ler todos os projetos que chegam as suas mãos todos os dias, não teriam tempo para produzir. A maioria dos profissionais do ramo tiram suas conclusões nas primeiras 30 páginas do roteiro, assim como você gosta ou não de um filme nos primeiro 30 minutos de exibição.

Você tem 30 páginas para apresentar sua história e as primeiras 10 são cruciais. Nestas primeiras 10 páginas você tem de estabelecer 3 coisas para quem vai ler seu roteiro.

1 -  Quem é seu personagem principal.
2 -  Qual a premissa dramática.
3 -  Qual a situação dramática em torno de sua história.

Antes de começar a escrever, leia as nossas aulas acompanhando os tópicos e fazendo os exercícios, pois após disso, você saberá o que fazer para escrever o seu roteiro de uma forma simples, organizada e nos padrões profissionais. Como diria Syd Field “Escrevê-lo ou não, será escolha sua”.

 

        Portanto para a próxima sexta-feira recomendo que vocês realizem o download do programa chamado CELTX. Excelente para quem é iniciante no processo de roteiro.

 

                Recomento esse video do pessoal da USP, que apresenta um roteiro que irá trabalhar com a idéia da Surpresa x Ironia Dramatica que são 2 conceitos que em breve serão discutidos e apresentados aqui para vocês. Segunda feira estamos de  volta falando sobre ILUMINAÇÃO.

FILME : VISTA

UNIVERSIDADE: USP

CURSO: AUDIOVISUAL

DIRETOR: LINA LOPES